terça-feira, 18 de setembro de 2012

Encontro Marcado




“Encontro marcado” é uma cena esculpida em bronze pelo artista Leo Santana e situada em uma praça em Minas Gerais.  O projeto para o conjunto de esculturas foi criado pelo Governo do Estado e realizado em parceria com a Minerações Brasileiras Reunidas (MBR) e homenageia os escritores mineiros Otto Lara Resende, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Hélio Pellegrino. O conjunto, formado por quatro esculturas de bronze, em tamanho natural, foi instalado no complexo arquitetônico da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte e inaugurado em 2005.
A homenagem aos escritores servirá de exemplo para as próximas gerações pelo sentimento de amizade e solidariedade que marcou a vida dos "Quatro Cavaleiros do Apocalipse", como os autores ficaram conhecidos na década de 1940.
Durante a solenidade de inauguração, parentes dos escritores ficaram emocionados com a homenagem. Um grupo de quatro artistas mineiros (Jota D'ângelo, Mamélia Dorneles, Maria Olívia e Geraldo Roberto) leu o poema "Balada dos Moços dos Tempos D'Antanho", de Alphonsus de Guimarães Filho, que fala da vida e da amizade dos quatro escritores.

Pedro Sabino, filho de Fernando Sabino, destacou que "eles fizeram da literatura não só uma razão de vida, mas uma grande amizade. Por isso, eles estão aqui juntos. Esta amizade os manteve juntos em vida. E eles agora são perpetuados aqui nesta praça", disse.

Helena Lara Resende, esposa de Otto Lara Resende, e Joan Mendes Campos, esposa de Paulo Mendes Campos, não contiveram as lágrimas ao ver de perto a semelhança das esculturas com os escritores.

Paulo Mendes Campos Magnani, sobrinho de Paulo Mendes Campos, também afirmou ter ficado emocionado e satisfeito com a homenagem. "É uma homenagem singela aos quatro mineiros e que vai despertar a curiosidade de quem passa por aqui", disse.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Conheça este conto africano!

Conto africano: os segredo de nossa casa


Certo dia, uma mulher estava na cozinha e, ao atiçar a fogueira, deixou cair cinza em cima do seu cão.
O cão queixou-se:
- A senhora, por favor, não me queime!
Ela ficou muito espantada: um cão a falar! Até parecia mentira...
Assustada, resolveu bater-lhe com o pau com que mexia a comida. Mas o pau também falou:
- O cão não me fez mal. Não quero bater-lhe!
A senhora já não sabia o que fazer e resolveu contar às vizinhas o que se tinha passado com o cão e o pau.
Mas, quando ia sair de casa a porta, com um ar zangado, avisou-a:
- Não saias daqui e pensa no que aconteceu. Os segredos da nossa casa não devem ser espalhados pelos vizinhos.
A senhora percebeu o conselho da porta. Pensou que tudo começara porque tratara mal o seu cão. Então, pediu-lhe desculpa e repartiu o almoço com ele.
É fundamental sabermos conviver uns com os outros, assegurar o respeito mútuo, embora às vezes seja difícil...

Fonte: "Eu conto, tu contas, ele conta... Estórias africanas", org. de Aldónio Gomes, 1999. In: http://emnapion.blogspot.com.br/2010/05/conto-africano-os-segredos-de-nossa.html

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Dicas para construir um conto!


Para escrever um conto podemos seguir vários procedimentos. Um deles é redigir as respostas a uma série de supostas perguntas, ordenando-as em três partes: introdução, desenvolvimento e desenlace, conforme a estrutura que deve ter o texto. O resultado será o conto.
Para o princípio da narração as perguntas podem ser:

– Quem é o personagem principal?
– Quais são suas qualidades ou características mais importantes?
– Em que tempo tem lugar o que se conta?
– Qual é a situação das coisas no momento em que começa a história?
– O que o protagonista se propõe a fazer?
– Por que quer fazê-lo?

O desenvolvimento do conto pode estar formado pelas respostas às seguintes perguntas:
– O que o protagonista faz?
– Que problemas ele encontra para alcançar seu objetivo?
– Algum perigo o surpreende?
– Tem que superar alguma prova difícil?
– Encontra alguma situação misteriosa a qual tem que enfrentar?
– Tem que resolver algum enigma?

No final do conto podem nos facilitar as seguintes perguntas:
– Como o protagonista resolve os problemas delineados?
– O que ele faz para alcançar seu objetivo?
– De que modo ele supera os perigos que encontra?
– De que maneira ele modificará sua má conduta por causa da desagradável experiência vivida?
– Ocorrerá algo no final do relato que mude o significado de todo o anterior ou que introduza algum elemento inesperado?

Este sistema de perguntas implícitas e respostas explícitas podem seguir uma ordem lógica disposta por nós mesmos, mas também podemos escrever as perguntas em fichas independentes e mesclá-las entre si para que seja o acaso que fixe o ponto de partida, a direção do percurso e o final do argumento. Neste caso, poderemos eleger parte das fichas, segundo nossa ideia inicial prescindindo das que consideremos desnecessárias para lograr nosso propósito.
FIM

N. B.: Texto traduzido por Helton Cenci do original em castelhano de Eutiquio Cabrerizo.