segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
Características do Texto Dramático
O texto dramático é constituído por:Texto principal --> composto pelas falas dos atores; é a parte do texto que é ouvida pelos espectadores.
Texto secundário --> que se destina ao leitor, ao encenador da peça ou aos atores.
Este é composto:
- pela listagem inicial das personagens;
- pela indicação do nome das personagens no início de cada fala;
- pelas informações sobre a estrutura externa da peça (divisão em atos, cenas ou quadros);
- pelas indicações sobre o cenário e guarda roupa das personagens;
- pelas indicações sobre a movimentação das personagens em palco, as atitudes que devem tomar, os gestos que devem fazer ou a entoação de voz com que devem proferir as palavras.
Elemento fundamental para o texto dramático é a ação.
Ação – é marcada pela atuação das personagens que nos dão conta dos acontecimentos vividos.
Estrutura externa – o teatro tradicional e clássico pressupunha divisões em atos, correspondentes à mutação de cenários, e em cenas e quadros, equivalentes à mudança de personagens em cena.
O teatro moderno, narrativo ou épico já admite outros formatos, mais livres em relação às normas tradicionais da estrutura externa.
Estrutura interna:
Exposição – apresentação das personagens e dos antecedentes da ação.
Conflito – conjunto de peripécias que fazem a ação progredir.
Desenlace – desfecho da ação dramática.
Classificação das Personagens:
1 – Quanto à sua concepção:
• Planas ou personagens-tipo – sem densidade psicológica uma vez que não alteram o seu comportamento ao longo da ação. Normalmente, representam um grupo social, profissional ou psicológico.
• Modeladas ou Redondas – com densidade psicológica, que evoluem ao longo da ação e, por isso mesmo, podem surpreender o espectador pelas suas atitudes.
2 – Quanto ao relevo ou papel na obra:
• Protagonista ou personagem principal.
• Personagens secundárias ou figurantes coletivas.
Tipos de caracterização dos personagens:
Direta – a partir dos elementos presentes no texto secundário, da descrição de aspectos físicos e psicológicos, das palavras de outras personagens, das palavras da personagem a propósito de si própria.
Indireta – a partir dos comportamentos, atitudes e gestos que levam o espectador a tirar as suas próprias conclusões sobre as características das personagens.
O espaço da cena dramática:
Espaço – o espaço cénico é caracterizado no texto secundário, no qual surgem indicações sobre pormenores do cenário, efeitos de luz e som. Coexistem normalmente dois tipos de espaço:
- Espaço representado – constituído pelos cenários onde se desenrola a acção e que equivalem ao espaço físico que se pretende recriar em palco.
- Espaço aludido – corresponde às referências a outros espaços que não o representado.
O tempo no drama:
Tempo da representação --> duração do conflito em palco.
Tempo da ação ou da história --> o(s) ano(s) ou a época em que se desenrola o conflito dramático.
Tempo da escrita ou da produção da obra --> altura em que o autor concebeu a peça.
O Discurso dramático ou teatral:
Monólogo --> uma personagem, falando consigo mesma, expõe perante o público os seus pensamentos e/ou sentimentos.
Diálogo --> falas entre duas ou mais personagens.
Apartes --> comentários de uma personagem que não são ouvidos pelo seu interlocutor.
Além deste tipo de discurso, o texto dramático pressupõe o recurso à linguagem gestual, à sonoplastia e os efeitos de luz.
Objetivos do texto dramático ou a Intenção do autor podem ser:
o Moralizadora;
o Lúdica ou de evasão;
o Crítica em relação à sociedade do seu tempo;
o Didática.
As Formas do gênero dramático:
o Tragédia
o Comédia
o Drama
o Teatro Épico
Outras características:
Ausência de narrador.
Predomínio do discurso na segunda pessoa (tu/vós).
Editado a partir de texto original localizado aqui.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Góticos ontem e hoje

Segundo o que nos relata a história, gótico é tudo aquilo relativo aos godos, tribo germânica que invadiu o Império Romano durante o século III d.C. A arte e a cultura gótica cresceram durante a Idade Média. A classificação negativa deste período veio com o Renascimento, fase de grandes avanços, que sucedendo a Idade Média, denominou esta como a "Idade das Trevas". Sabe-se que neste período – da Idade Média – o conhecimento humano ficou submetido aos poderes da Igreja, sendo qualquer expressão artística influenciada pela religiosidade cristã da época, fazendo com que todos os aspectos científicos fossem esquecidos. Assim sendo, os renascentistas acabaram marcando o período anterior como pobre, sem grandes avanços culturais e científicos, inclusive no expressionismo gótico, denominando os elementos deste expressionismo como subcultura, denominação que perdura até hoje.
Arte Gótica
Presente em inúmeras igrejas da Europa e da América do Norte, a arquitetura gótica foi uma forte influência, porém, com o renascimento da arte clássica (ou neoclássica), o estilo gótico foi perdendo força sendo chamado de "bárbaro", e subjugado como subcultura. Para seu tempo, o estilo gótico foi arrojado, fazendo as construções com uma arquitetura resistente a ataques e imbuída de beleza.
A literatura gótica foi pouca aproveitada na época original, com poucos escritores. O principal foi Dante Aligheri, famoso por escrever seus textos em latim e italiano, mas já no final do século III d.C. O estilo gótico voltou a força no final do século XVIII, sendo apreciado por poetas, escritores, pintores, entre outros. Neste período, surgiu um novo estilo gótico, mas parecido com o estilo que conhecemos hoje, um estilo que preservava o aspecto sombrio, mas acrescentava altas doses de melancolia, nostalgia e romantismo doentio, criando obras raras de nossa literatura como: Frankstein, Drácula, entre outros. No estilo gótico, temos no Brasil autores com Álvares de Azevedo, que seguia a regra de estilo melancólico e sentimentalismo doentio. Para alguns literários, este estilo é considerado como ultrarromântico, que demonstra o romantismo, mas com exageradas doses de melancolia, solidão.
O Gótigo Contemporâneo
O estilo gótico contemporâneo surgiu em meados dos anos 70 na periferia londrina. Advindo do punk, movimento que prega o anarquismo e a sociedade mais justa e igual, os góticos modernos vieram como uma nova luta. Os punks eram, em sua maioria, jovens que não tinham perspectivas devido ao grande desemprego e o excesso de regras e regulamentos impostos pela sociedade da época.
Ao contrário dos hippies, os punks pregavam o ajuste do Estado para satisfazer aa necessidades sociais básicas. O gótico contemporâneo, como estilo de vida, surgiu nos anos 80, com o movimento dark, contrário às normas impostas pela sociedade e buscando uma nova de expressão, com doses de depressão.
Os punks no Brasil já tiveram grande influência dos neogóticos europeus, formando sua cultura (música, arte e literatura), baseada nesta influência. Normalmente os neogóticos vestem preto, mas não é regra. É regra o sentimento depressivo, o culto ao obscuro e ao sombrio, o sentimentalismo excessivo, e a tolerância ao semelhante. Os neogóticos cultuam inúmeras crenças e religiões sendo as mais comuns: cristianismo, paganismo egípcio, espiritismo, e satanismo.
Os góticos contemporâneos levam uma vida regrada pela melancolia, solidão, e assim são por inúmeros motivos: desilusão com o mundo ou sociedade, indignação com a sociedade, nostalgia dos tempos antigos, depressão, entre outros.
Estilos Góticos Contemporâneos
Atualmente existem dois grandes estilos de góticos: os posers e os góticos reais. No primeiro grupo, os posers, não há a vivência do estilo de vida gótico, normalmente há somente a manutenção da aparência gótica, procurando obter status na sociedade enquanto indivíduo gótico. O segundo grupo, góticos reais, são aqueles que se utilizam deste estilo de vida e seguem as características mais comuns que marcam o movimento gótico, procurando adaptá-las ao seu tempo, modernizando e incorporando a cultura e o estilo gótico aos tempos atuais. Neste estilo de góticos reais estão considerados:
Góticos Clássicos ou Medievais
Góticos que preferem viver na nostalgia da época medieval. Preferem vestir-se com roupas da Idade Média.
Góticos Metal
Também são góticos, vestem-se de preto e preferem música de heavy metal, estilo musical de rock pesado. Usam também coturno e capas. São identificados principalmente por seus cabelos compridos.
Dark
Estilo inicial dos anos 80, usam preto e preferem músicas melancólicas. Carregam na maquiagem e usam, roupas pouco convencionais como o salto plataforma e calças de material sintético. Normalmente são vistos à noite, em grupos.
Cyber Punk
Influenciado pelo estilo "Matrix", o cyberpunk prefere locais amplos, normalmente de dia. Sentem-se realizados com excesso tecnológico, computadores e outros, muitas vezes colocando implantes eletrônicos na pele. Gostam de música eletrônica (techno e industrial) e preferem estar reunidos em baladas raves. Este grupo, apesar de vestir de preto, não cultua muito o lado sombrio e pessimista gótico.
Neogóticos
Pessoas influenciadas pela cultura gótica, que não se manisfestam com roupas ou hábitos, mas são excessivamente solitárias e contrárias ao mundo moderno. Este grupo representa os góticos do novo século, que vivem no mundo urbano e são contrários ao caos que provém dele. Apreciam o heavy metal e gothic metal (metal melancólico), e discutem excessivamente sobre sociedade, filosofia e política. As correntes deste grupo podem estar muito ligadas aos grupos anteriores, mas com doses de sentimentalismo nacionalista exacerbadas e melancolia profunda, além de nostalgia eterna dos tempos antigos.
Cultos e Religião
Os góticos contemporâneos não são um grupo religioso ou cultuam seitas satânicas. Seria um modo de viver, um estilo de vida. Os góticos cultuam diversas religiões passando desde o paganismo até o ocultismo moderno. Os góticos contemporâneos preferem as religiões esquecidas, mas há ainda aqueles que cultuam o cristianismo, por exemplo. As religiões mais cultuadas pelos góticos contemporâneos são: Cristianismo, Cristianismo Gnóstico, Paganismo Egípcio, Espiritismo Cristão, Espiritismo Afro-Cristão, Vampirismo e Satanismo.
Visão sociológica e política
Os góticos contemporâneos tem outra visão de mundo, sendo assim, não concordam com a manipulação das informações por parte dos governos. Como são considerados parte integrante de uma subcultura, costumam ser excluídos dos processos participativos sociais. Esta postura, além de deixar os góticos contemporâneos mais afastados do mundo externo, leva os mesmos a práticas políticas controversas como a anarquia e o nazi-fascismo. Obviamente isto não é regra, mas costuma compor a postura gótica.
Literatura Gótica Contemporânea
Ainda firmada nos aspectos basilares do gótico antigo, a literatura gótica da atualidade apresenta certas doses de indignação à sociedada urbana pós-moderna, nostalgia de tempos antigos e sentimentalismo quase doentio. Usualmente confundida em seu estilo como Realismo ou Realismo Pós-Moderno, a literatura gótica contemporânea pode ser definida como Neogótica, pois, como dito acima, prega o espírito gótico antigo (nostalgia, sentimentalismo doentio, depressão) com aspectos urbanos modernos (criminalidade, corrupção, etc.) Está quase sempre atrelada a fatos políticos ou questões sociais como: honra, heroísmo, esperança, entre outros.
Visões Góticas
O gótico observa o belo por trás do horrendo. Isto seria um contrassenso, mas procede, já que para os góticos o sombrio faz parte de seu cotidiano. O hábito noturno é parte disso, já que a noite desperta o lado criativo nos góticos fazendo com que suas criações usem a noite como temática mais redundante.
Falso aspecto gótico
Os góticos não são pessoas violentas, muito pelo contrário. Seu olhar profundo e sua imaginação, agregadas a inteligência fazem com que este tipo de pessoa se perca do mundo atual. Por tolerar tudo, os góticos contemporâneos não são violentos, pois em sua visão tudo pode ser feito.
Conclusão
Aspecto integrado com a sociedade pós-moderna, os góticos são pessoas cuja esta mesma sociedade marginaliza. Devido este fato, agregado à falta de perspectivas e à desesperança em relação às soluções práticas, os góticos contemporâneos se agarraram aos legados medievais como forma de suprir a falta de honra e heroísmo dos tempos atuais – conforme a visão gótica.
Adaptado de : http://www.flogao.com.br/enorminho/blog/1052722
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Inquisição
O termo Inquisição refere-se a várias instituições dedicadas à supressão da heresia no seio da Igreja Católica. A Inquisição foi criada inicialmente para combater o sincretismo entre alguns grupos religiosos, que praticavam a adoração de plantas e animais. A Inquisição medieval, da qual derivam todas as demais, foi fundada em 1184 no Languedoc (sul da França) para combater a heresia dos cátaros ou albigenses. O condenado era muitas vezes responsabilizado por uma "crise da fé", pestes, terremotos, doenças e miséria social, sendo entregue às autoridades do Estado, para que fosse punido. As penas variavam desde confisco de bens e perda de liberdade, até a pena de morte, muitas vezes na fogueira, método que se tornou famoso, embora existissem outras formas de aplicar a pena.
Os tribunais da Inquisição não eram permanentes, sendo instalados quando surgia algum caso de heresia e eram depois desfeitos.
O delator que apontava o "herege" para a comunidade, muitas vezes garantia sua fé e status perante a sociedade.
A utilização de fogueiras como maneira de o braço secular aplicar a pena de morte aos condenados que lhes eram entregues pela Inquisição é o método mais famoso de aplicação da pena capital, embora existissem outros. Seu significado era basicamente religioso - dada a religiosidade que estava impregnada na população daquela época, inclusive entre os monarcas e senhores feudais -, uma vez que o fogo simbolizava a purificação, configurando a idéia de desobediência a Deus (pecado) e ilustrando a imagem do Inferno.
Fonte: Wikipédia (adaptado)
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A fotografia em canção
A fotografia é um meio de expressão comumente presente na vida das pessoas. É uma forma de expressão que costuma gerar diversas influências e trabalhar os sentimentos e as ideias, ou seja, é um elemento que marca e modifica situações e pessoas, exercendo assim sua presença enquanto artes.Abaixo, descubra algumas músicas que falam sobre a fotografia. É legal perceber como as histórias cantadas mostram a importância e o papel da fotografia na vida das pessoas.
“Vou colecionar mais um soneto / Outro retrato em branco e preto / A maltratar meu coração” Chico Buarque.
“O retrato do artista quando moço / Não é promissora, cândida pintura / É a figura do larápio rastaquera / Numa foto que não era para capa / Uma pose para câmera tão dura / Cujo foco toda lírica solapa … É uma foto que não era para capa / Era a mera contracara, a face obscura / O retrato da paúra quando o cara / Se prepara para dar a cara a tapa” Chico Buarque.
“E quando o dia não passar de um retrato / Colorindo de saudade o meu quarto / Só aí vou ter certeza de fato / Que eu fui feliz / O que vai ficar na fotografia / São os laços invisíveis que havia / As cores, figuras, motivos / O sol passando sobre os amigos / Histórias, bebidas, sorrisos / E afeto em frente ao mar.” Leoni / Léo Jaime.
“Você não sabe mais eu tenho uma foto sua / Que eu fico olhando o tempo inteiro / Querendo você pra mim / Ás vezes me pego perdida / Andando pelas ruas, e a sua imagem / Continua onde eu vou, é sempre assim … Ás vezes fico tão ligada na fotografia / Que parece até, que o seu olhar está querendo me dizer / Que um dia pode ser real a minha fantasia / Que ao seu lado na fotografia, eu iria aparecer” Paula Fernandes.
“Mas eu aqui, eu aqui morrendo / Desaparecendo, como uma foto de Polaroid / Eu morro mais ou morro menos / Tanto fez, você não veio mesmo / Não veio…” Isabella Taviani.
“Te vejo em minha vida / Como um retrato marrom / São lembranças perdidas / De um passado e tudo bom” Ney Matogrosso.
“Sou assim, sem tirar nem por / Num retrato, pb ou cor / Foi um click que me pegou / E num flash me revelou” Fernanda Porto.
“No porta retrato / A gente se abraçando / Momentos que ficaram / Difíceis de esquecer” Edson e Hudson.
“Hoje eu chorei em meu quarto / ao ver seu retrato lindo / Na parede, é tanta saudade” César Menotti e Fabiano.
"Fotografei, você não viu/Verdade no meu olhar/Felicidade não sorriu/Fingiu somente que estava lá/ (...) Não paro, passo, faço, me encontro/Num retrato três por quatro/Não me enquadro ao teu lado, não." Móveis Coloniais de Acaju
Tem uma letra que mostra exatamente a imensidade do poder de uma fotografia. É a história de uma criança que se recupera de um problema graças à fotografia do avô. Se chama “O Milagre da Foto”, música de César e Paulinho. Veja parte dela:
“Foi ai que eu me lembrei que eu tinha uma fotografia/Peguei e dei pro menino pra ver se ele se entretia/Quando ele pegou a foto já sorriu de alegria/Apertando contra o peito essas palavras dizia/Meu querido vovôzinho quanto tempo eu não te via/Com toda sua inocência falava pro retratinho/Volte de novo comigo meu querido vovozinho/Desde que o senhor foi embora eu fiquei aleijadinho/É grande meu sofrimento eu não sei andar sozinho/Volte de novo comigo pra guiar os meus passinhos/E naquele mesmo instante meu filho se levantou/Com o retrato na mão pelo quarto ele andou/Daquela fotografia uma lágrima botou/E mesmo depois de morto meu querido pai chorou/Foi um milagre da foto o meu filhinho sarou.”