segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Arte visual indígena



Considerando a grande diversidade de tribos indígenas no Brasil, pode-se dizer que, em conjunto, elas se destacam na arte da cerâmica, do trançado e de enfeites no corpo. Mas o ponto alto da arte indígena são os trançados indispensáveis ao transporte de caça, da pesca, de frutas, para a construção do arcabouço e da cobertura da casa e para a confecção de armadilhas. E essas criações recebem a pintura característica de cada tribo.

Quando dizemos que um objeto indígena tem qualidades artísticas, podemos estar lidando com conceitos que são próprios da nossa civilização, mas estranhos ao índio. Para ele, o objeto precisa ser mais perfeito na execução do que sua utilidade exigiria. Nessa perfeição para além da finalidade é que se encontra a noção indígena de beleza.

Outro aspecto importante a ressaltar: a arte indígena é representativa das tradições da comunidade em que está inserida. É por isso que os estilos da pintura corporal, do trançado e da cerâmica variam de uma tribo para outra. É preciso não esquecer que tanto um grupo quanto outro conta com a variedade de elementos naturais para realizar seus objetos: madeiras, caroços, fibras, palmas, palhas, cipós, sementes, cocos, resinas, couros, ossos, dentes, conchas, garras e belíssimas plumas das mais diversas aves. As possibilidades de criação são muitas. 


Para o índio, produzir arte é desenvolver o espírito coletivo. Artesanato é uma atividade coletiva. Foi sendo criada de acordo com seus cerimoniais e sua vida do dia a dia. O enfeite, a pintura, os objetos de uso doméstico foram sendo produzidos de acordo com as necessidades dos rituais e de trabalho doméstico. Assim, cada etnia produzia sua arte, suas danças, suas cores, seus enfeites, diferenciando-se umas das outras.


As peças de cerâmica que testemunham muitos costumes dos diferentes povos indígenas e uma linguagem artística que ainda nos impressiona.

Para os índios, as máscaras têm um caráter duplo: ao mesmo tempo em que são um artefato produzido por um homem comum, são a figura viva do ser sobrenatural que representam . Elas são feitas com troncos de árvores, cabaças e palhas de buriti e são usadas geralmente em danças cerimoniais. 


A variedade de plantas que são apropriadas ao trançado no Brasil dá ao índio uma inesgotável fonte de matéria prima.
E todas as peças são enfeitadas com pinturas e cores próprias, gerando beleza e mostrando as características de cada tribo.

Fonte: hjobrasil 
           julirossi.blogspot
           Wikipédia

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A pintura corporal indígena

Uma das mais importantes expressões da pintura indígena é a pintura corporal.

Em nosso país os indígenas estão presentes em diversos lugares, com muitas características iguais, mas cada um com sua história e cultura diferentes. Essa é a maior riqueza: a diversidade.

Dentre as diversas formas de mostrar a cultura indígena, uma muito predominante é a pintura corporal. As pinturas corporais são alguns dos traços culturais mais conhecidos. Mas, você sabe como a tinta usada nessa pintura é feita? O que ela significa?

As tintas para as pinturas tradicionais são feitas das mais diversas formas. A mais conhecida é preparada através do jenipapo (fruta muito apreciada pelos povos indígenas). Ele é retirado verde e seu líquido é extraído e, em contato com a pele, esse líquido se transforma em uma tinta preta que se fixa na pele por até duas semanas. É interessante lembrar que essa tinta não sai sem que se passe no mínimo uma semana.
Existem etnias que usam a semente de Urucum, que solta uma tinta vermelha na pele, há etnias que usam barro e também outras formas de tinta especificas para as pinturas corporais que, às vezes, são feitas de uma forma especifica para cada grupo – por exemplo, a pintura usada nas crianças é diferente da usada por adultos, ou ainda etnias que os homens têm uma pintura distintas das mulheres.

O processo de preparação da tinta consiste em ralar a fruta com semente e depois misturá-la com outros pigmentos, como o carvão, para diversificar as cores.Nos dias comuns a pintura pode ser bastante simples, porém nas festas, nos combates, mostra-se requintada, cobrindo também a testa, as faces e o nariz. A pintura corporal é função feminina, a mulher pinta os corpos dos filhos e do marido. Cada etnia tem sua própria marca e se alguma outra utilizar a mesma, uma luta entre as aldeias pode ocorrer.


A pintura corporal para os índios tem sentidos diversos, não somente na vaidade, ou na busca pela estética perfeita, mas pelos valores que são considerados e transmitidos através desta arte. Os significados dessas pinturas são os mais variados já que cada etnia tem suas próprias representações e simbologias. Por exemplo: Temos pinturas que são utilizadas em comemorações, outras são para os rituais sagrados, há aquelas que demonstram os sentimentos, desde os mais felizes até quando estamos revoltados e indignados.
A pintura, feita com tintas criadas a partir de jenipapo, carvão ou urucum, tem como objetivo diferir os povos, determinar a função de cada um dentro da aldeia e até mostrar o estado civil. Algumas índias utilizam esse método, por exemplo, para “dizer” que estão interessadas em encontrar um parceiro.
O importante é saber que cada povo tem suas pinturas próprias e cada uma dessas pinturas tem um significado único, de acordo com a expressão cultural de cada um desses povos.


Esse foi um dos vídeos produzido durante os jogos indígenas em 2007, em Recife/Ólinda. Para o programa Ponto a Ponto, da Radiobras / Tv Brasil / Canal Integracion /.
Com a participação de Anapuaka Muniz / Daniel Santos / Vanessa Santos / Haina Castro / Janborandi / representando a Casa de Cultura Tainã e Índios Online .

Postado no youtube por Anápuáka Muniz Tupinambá Hã hã hãe.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Aprendendo novas formas de colorir!

Hoje você vai aprender uma nova forma de fazer desenhos coloridos e criativos.
Vamos lá! Você já sabe o material que irá precisar, agora, mão na massa!

1 - Pegue a folha A4 e pnte toda com giz de cera, como se fizesse um arco-íris. Observe a imagem abaixo!
Uma dica: escolha as cores mais claras. No final, elas provocam um efeito mais bonito!


Vc tambem pode arricar pintar em direções diversas, como na imagem abaixo:

2 - Agora, pegue o nanquim e o pincel. Pinte com o nanquim por cima do colorido que fez. É importante que o naqnuim cubra toda a folha.

3 - Depois que o nanquim estiver bem seco, hora de desenhar. Use algum objeto pontiagudo e que lhe dê firmeza para traçar. Exemplo, uma lapiseira sem grafite, uma caneta sem tinta, uma tampra de caneta, um prego, uma tesoura etc.
Você deve ir raspando o traçado do desenho que pretende fazer, como nas imagens abaixo.

            
 

Sua arte ficará assim:


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Entendendo o "belo".



Não é possível dar uma definição absoluta de belo, embora se possa estudar suas várias definições no curso da história. A dificuldade de conceituar o belo acompanha a história da filosofia, desde a Grécia Antiga. "Toda beleza é difícil", dizia Sócrates (469-399 a.C).



Podemos desenhar duas principais ideias que recortam as reflexões sobre o belo na tradição filosófica:

A) Uma que o define como ideia objetiva .
Aristóteles, na Metafísica, afirma: "As principais formas de beleza são a ordem e a simetria e a definição clara".

B) E outra para a qual a beleza é determinada pela experiência de prazer suscitada pelas coisas belas.
Nos termos de Platão, em O Banquete. 

O duplo modo de conceituação da beleza é utilizado ao longo da história da arte, desde a Grécia Antiga. Ele é reanimado na oposição entre o belo clássico - objetivo, universal e imutável - e o belo romântico - que se refere ao subjetivo, ao variável e ao relativo. Se a dicotomia belo clássico/belo romântico tem utilidade para definir contornos mais amplos, não deve levar ao estabelecimento de uma oposição radical entre os modelos, que se encontram combinados em diversos artistas e obras.
O belo clássico define-se na arte grega com base em um ideal de perfeição, harmonia, equilíbrio e graça que os artistas procuram representar pelo sentido de simetria e proporção As formas humanas apresentam-se como se fossem reais e, ao mesmo tempo, exemplares perfeitos.

A visão romântica anuncia a ruptura com a estética neoclássica e com a visão racionalista da Ilustração. Se o belo clássico remete à ordem, ao equilíbrio e à objetividade, o belo romântico apela às paixões, às desmedidas e ao subjetivismo. O belo romântico, longe de ser eterno, é social e historicamente condicionado. O foco da visão romântica do mundo é o sujeito, suas paixões e traços de personalidade, que comandam a criação artística. A imaginação, o sonho e a evasão; os mitos do herói e da nação; o acento na religiosidade; a consciência histórica; o culto ao folclore e à cor local são traços que definem os contornos do ideal romântico do belo.

Fonte: Itaú Cultural

As Pirâmides do Egito Antigo

Conheça as pirâmides do Egito: como foram construídas, funções sociais, estrutura,
 armadilhas, pinturas internas e o uso da matemática.

foto de pirâmide do Egito
Queóps: uma das mais importantes pirâmides do Egito Antigo.
Introdução
Elas foram construídas  há mais de 2500 anos e resistem até hoje. Cercadas de mistérios, despertam interesse de historiadores, arqueólogos e estudiosos de civilizações antigas. Como resistiram a tantos séculos? Que segredos guardavam dentro delas? Qual função religiosa exerciam na sociedade?

Conhecendo as pirâmides

A religião do Egito Antigo era politeísta, pois os egípcios acreditavam em vários deuses. Acreditavam também na vida após a morte e, portanto, conservar o corpo e os pertences para a outra vida era uma preocupação. Mas somente os faraós e alguns sacerdotes tinham condições econômicas de criarem sistemas de preservação do corpo, através do processo de mumificação.

A pirâmide tinha a função abrigar e proteger o corpo do faraó mumificado e seus pertences (joias, objetos pessoais e outros bens materiais) dos saqueadores de túmulos. Logo, estas construções tinham de ser bem resistentes, protegidas e de difícil acesso. Os engenheiros, que deviam guardar os segredos de construção das pirâmides, planejavam armadilhas e acessos falsos dentro das construções. Tudo era pensado para que o corpo mumificado do faraó e seus pertences não fossem acessados.

As pirâmides foram construídas numa época em que os faraós exerciam máximo poder político, social e econômico no Egito Antigo. Quanto maior a pirâmide, maior seu poder e glória. Por isso, os faraós se preocupavam com a grandeza destas construções. Com mão-de-obra escrava, milhares muitas vezes, elas eram construídas com blocos de pedras que chegavam a pesar até duas toneladas. Para serem finalizadas, demoravam, muitas vezes, mais de 20 anos. Desta forma, ainda em vida, o faraó começava a planejar e executar a construção da pirâmide.

A matemática foi muito empregada na construção das pirâmides. Conhecedores desta ciência, os arquitetos planejavam as construções de forma a obter o máximo de perfeição possível. As pedras eram cortadas e encaixadas de forma perfeita. Seus quatro lados eram desenhados e construídos de forma simétrica, fatores que explicam a preservação delas até os dias atuais.

Ao encontrarem as pirâmides, muitas delas intactas, os arqueólogos se depararam com muitas informações do Egito Antigo. Elas possuem inscrições hieroglíficas, contando a vida do faraó ou trazendo orações para que os deuses soubessem dos feitos realizados pelo governante.