domingo, 3 de junho de 2012

Gêneros textuais



GÊNERO NARRATIVO
Neste formato podemos englobar todos aqueles textos que tratam de narrar, ou seja, contar, fatos e situações. Normalmente estes possuem personagens e um narrador, que pode ou não participar da história.

Estrutura:
Um texto narrativo geralmente é organizado da seguinte forma:
Situação inicial à Os personagens e o espaço são apresentados.
Estabelecimento de um conflito à Um acontecimento modifica a situação apresentada e desencadeia uma nova situação a ser resolvida, que quebra a estabilidade de personagens e acontecimentos.
Clímax à Ponto de maior tensão na narrativa.
Epílogo à Solução do conflito, o que nem sempre significa um final feliz.

Exemplos de textos narrativos:
Conto de Fadas, fábula, lenda, narrativa de aventura, narrativa de ficção científica, narrativa de enigma, narrativa mítica, biografia romanceada, romance, romance histórico, novela fantástica, conto, crônica literária etc.

TEXTO ARGUMENTATIVO
É o texto em que defendemos uma ideia, uma opinião ou um ponto de vista, uma tese. Através dele procuramos, por todos os meios, fazer com que nosso ouvinte/leitor aceite a nossa ideia e creia nela.

Estrutura:
Num texto argumentativo, distinguem-se três componentes: a tese, os argumentos e as estratégias argumentativas.
Tese, ou proposição, é a ideia que defendemos, necessariamente polêmica, pois a argumentação implica divergência de opinião.
A palavra ARGUMENTO tem uma origem curiosa: vem do latim ARGUMENTUM, que tem o tema ARGU, cujo sentido primeiro é "fazer brilhar", "iluminar", a mesma raiz de "argênteo", "argúcia", "arguto".
Os argumentos de um texto são facilmente localizados: identificada a tese, faz-se a pergunta “por quê?” (Ex.: o autor é contra a pena de morte (tese). Por que? ... (argumentos).
As estratégias não se confundem com os argumentos. Esses, como se disse, respondem à pergunta “por que?” (o autor defende uma tese tal PORQUE ... e aí entram os argumentos). Já as estratégias argumentativas são todos os recursos (verbais e não-verbais) utilizados para envolver o leitor/ouvinte, para impressioná-lo, para convencê-lo melhor, para persuádi-lo mais facilmente, para gerar credibilidade, etc.

Exemplos de textos argumentativos:
Textos de opinião, carta de leitor, carta de solicitação, assembleia, discurso de defesa (advocacia), discurso de acusação (advocacia), resenha crítica, artigos de opinião ou assinados, editorial, ensaio etc.

TEXTO INFORMATIVO
É um formato de texto que, como o próprio nome já diz, a principal função dele é informar, ou seja, passar uma informação.

Estrutura:
As características deste texto são a linguagem culta, direta. Ela deve conter as informações, citando fonte e exemplos. Jamais deve conter opiniões pessoais – o texto informativo não é uma dissertação onde você defende suas ideias.

Exemplos de textos informativos:
Texto expositivo, registros de seminários ou palestras, entrevista de especialista, verbete, artigo enciclopédico, texto explicativo, tomada de notas, resumo de textos expositivos e explicativos, resenha, relatório científico etc.

domingo, 13 de maio de 2012

Nelson Rodrigues


Nelson Falcão Rodrigues (Recife, 23 de agosto de 1912 — Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 1980) foi um importante dramaturgo, jornalista e escritor brasileiro, tido como o mais influente dramaturgo do Brasil.
Nascido no Recife, Pernambuco, no ano de 1912, mudou-se em 1916 para a cidade do Rio de Janeiro. Quando maior, trabalhou no jornal A Manhã, de propriedade de seu pai. Foi repórter policial durante longos anos, de onde acumulou uma vasta experiência para escrever suas peças a respeito da sociedade. Sua primeira peça foi A Mulher sem Pecado, que lhe deu os primeiros sinais de prestígio dentro do cenário teatral. O sucesso mesmo veio com Vestido de Noiva, que trazia, em matéria de teatro, uma renovação nunca vista em nossos palcos. A consagração se seguiria com vários outros sucessos, transformando-o no grande representante da literatura teatral do seu tempo, apesar de suas peças serem taxadas muitas vezes como obscenas e imorais. Em 1962, começou a escrever crônicas esportivas, deixando transparecer toda a sua paixão por futebol. Veio a falecer em 1980, no Rio de Janeiro.

Suas obras: A mulher sem pecado; Vestido de noiva; Valsa nº 6; Viúva, porém honesta; Anti-Nélson Rodrigues; Álbum de família; Anjo negro; Senhora dos Afogados; Doroteia; A falecida; Perdoa-me por me traíres; Os Sete Gatinhos; Boca de ouro; O beijo no asfalto; Bonitinha, mas ordinária; Toda Nudez Será Castigada.

O TEXTO TEATRAL E O NARRATIVO
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Estudos Literários

Com exceção de certas representações como a pantomima (representação de uma história exclusivamente através de gestos, expressões faciais e movimentos), ou das improvisadas como a Commedia Dell’arte; o teatro não é uma arte totalmente autônoma. Precisa, como base, de textos literalmente elaborados. O texto foi, tradicionalmente, o alicerce básico da arte dramática na maioria das culturas, embora isso se tenha verificado de forma mais acentuada no Ocidente. Estes textos literários formam, em seu conjunto, a Literatura Dramática. As artes cênicas e a literatura dramática, que evoluíram paralelamente, constituem uma unidade indissolúvel, que se materializa na atuação, na representação, no palco.
Apesar da semelhança entre um texto teatral e um texto narrativo (conto, novela, romance), diferenças de fácil distinção, a saber:
 No texto narrativo, o narrador é o veículo dos acontecimentos, pois, é aquele que transmite a história. O texto teatral, entretanto, dispensa o narrador. No teatro a história não nos é contada, mas, sim, mostradapelas personagens vividas pelos atores, como se fosse de fato a própria realidade. Essa é a vantagem do teatro: transforma a narração em ação;nada existe sem a ação e a não ser por meio delas.
 Por outro lado, em virtude da falta de narrador, o diálogo constitui-se o elemento determinante da ação dramática. Destituídas do narrador, é a forma natural das personagens desenvolverem a ação.
 As rubricas (didascálias) são indicadoras de um texto teatral; orientam os atores sobre o modo de proceder no palco. São frases ou palavras indicando o ambiente, a época, os costumes, os gestos, os objetos e entonações de voz dos atores; grafadas entre parênteses, com letras minúsculas e, geralmente em itálico. Antes, porém, em letras maiúsculas, vem o nome das personagens. Há as rubricas de interpretação e as de movimento: PAULO: (desviando a conversa) - Está frio... (= de interpretação). CARLOS: (batendo na porta) - Marcos!MARIA (segurando a mão de Tião)  Por que Tião? (= de movimento).
 O texto teatral nos informa somente o essencial a respeito do espaço. Ao lê-lo podemos imaginar qualquer espaço. No palco não há a necessidade de se colocar uma multidão em cena para indicar que a personagem está em meio a ela. Som previamente gravado pode substituir a vozes da multidão; assim como, substituir ruídos de trens, carros, aviões, etc.
 O texto narrativo é dividido em capítulos, enquanto o teatral é dividido em atos, que podem ser subdivididos em cenas quando a peça é muito longa.
 No teatro o autor é relegado aos bastidores, onde permanece invisível e em silêncio. Ele desaparece atrás do mundo que criou.
 Enquanto os textos narrativos e teatrais ficam documentados em livros, os cenários e figurinos em fotografias e desenhos, a peça teatral é efêmera, só se realiza integralmente enquanto dura o espetáculo.
Texto de Ricardo Sergio, retirado de http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/183022

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Linguagem jornalística


Características da linguagem jornalística:

a) é composta de palavras, expressões passíveis na variedade linguística do dia-a-dia e aceitas no registro formal;
b) é objetiva e mais denotativa do que conotativa (raros usos de sentido figurado, metáfora, etc.);
c) é empática. Tenta projetar no leitor os sentimentos dos envolvidos na notícia;
d) é convencional, arbitrária: o jornalista faz suas opções lingüísticas;
e) é referencial - foco na informação;
f) é imparcial (relativamente). Não contém expressões que denunciem a opinião do autor;
g) é predominantemente narrativa. Carregada de verbos de ação.
Obs.: a escolha entre a voz ativa ou passiva depende do destaque que se quer dar.
Ex.: Um ex-aluno transtornado entrou em uma escola em Realengo e atirou em vários jovens. (voz ativa - foco maior no praticante da ação)
Vários jovens de uma escola em Realengo foram baleados por um ex-aluno transtornado. (voz passiva - foco maior em quem sofreu a ação)
Características do estilo jornalístico:

a) uso de frases curtas, predominantemente;
b) uso de frases simples, evitar orações complexas;
c) evitar intercalação excessiva (apostos, travessões, parênteses), pois torna as frases mais complexas;
d) evitar locuções verbais com mais de dois verbos (ex.: vinha deixando de fazer);
e) uso da ordem direta da língua; (SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTOS E ADJUNTOS ADV.)
Ex.: ("Vários manifestantes ocuparam a praça da cidade no último domingo", e NÃO "ocuparam a praça da cidade vários manifestantes no último domingo)
f) evitar ambigüidade;
g) uso de repetições, não excessivas, que contribuam para a percepção e a memorização das informações do texto.

EXEMPLO DE TEXTO JORNALÍSTICO

Sexta - 08/04/11 11h00, atualizado em 08/04/11 11h03

Seis pessoas são presas com mais de 200 pedras de crack em Garanhuns
Três dos suspeitos foram presos na Cohab II, com dez pedras de crack, um cachimbo e R$ 100; os outros estavam no bairro Heliópolis, com 260 pedras da mesma droga e R$ 225
Da Redação do pe360graus.com
Três homens e três mulheres foram presos, na manhã desta sexta-feira (08), em Garanhuns, no Agreste, acusados de tráfico de drogas. Com o grupo, foram apreendidas mais de 200 pedras de crack e dinheiro.

Dos seis suspeitos, três foram presos na Cohab II, com dez pedras de crack, um cachimbo e R$ 100. As outras três estavam no bairro Heliópolis, com 260 pedras da mesma droga e R$ 225.
Os acusados serão ouvidos na Delegacia Regional de Garanhuns. As três mulheres vão ser encaminhadas à Colônia Penal Feminina, em Buíque, e os três homens, à Cadeia de Garanhuns.


Note-se que domina a voz passiva (foram presos / vão ser encaminhadas etc.). Assim, por exemplo, em "foram apreendidas 200 pedras de crack", o destaque não é para quem apreendeu, e, sim, para o que foi apreendido.
A expressão "vão ser" se aproxima um pouco da informalidade, mas ainda é aceita pela norma culta, como falado nas características da linguagem jornalística.
Praticamente todas as sentenças estão na ordem direta (SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTOS)
O texto dá prioridade à informação, sem demonstrar opinião.

Autor Diogo Xavier 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Entenda mais sobre o xadrez

O Xadrez é constituído 16 peças para cada jogador (8 peões, 1 Rainha, 2 Bispos, 2 Cavalos, 2 Torres e 1 Rei).
Na primeira jogada de cada jogador há uma variedade de 20 movimentos, totalizando 400 inícios diferentes.
Os movimentos iniciais são 1 ou 2 casas para frente com o peão ou os movimentos dos cavalos.
Segue a imagem:




Rainha (Dama): Ela se move verticalmente, horizontalmente e em diagonal, quantas casas possíveis, totalizando 8 direções :



Bispo: Ele se move na diagonal, totalizando 4 direções possíveis :



Cavalo: ele se move em L, podendo mover-se para 8 posições diferentes:




Obs. O cavalo é a única peça que passa por cima de outra peça.
Caso na casa que ele vá parar tenha uma pessoa, ele a come, caso esta seja do inimigo, caso dele próprio torna-se um movimento impossível.

Torre: a torre se move na horizontal e na vertical totalizando, 4 direções diferentes :




Rei: o rei se move apenas uma casa de cada vez, em todas as direções, igual a rainha.



Peão: este só come na diagonal, e fica na casa da peça comida. Ele se move somente para frente e uma casa de cada vez:

Antes:


Depois:


Obs.: quando o peão chega à ultima fileira(fileira das torres) adversária, ele se torna rainha ou qualquer outra peça.

Xeque: É quando o rei (rei branco neste caso) esta ameaçado por alguma peça adversária:


No caso dessa imagem, o rei pode comer o cavalo preto, mas não a torre, pois a torre esta protegida pelo cavalo. Caso o rei coma a torre, ele entra em xeque.

Xeque-Mate:
É quando o rei esta ameaçado, mas não pode se livrar:


Obs. Quando o rei fica impossibilitado de se mover para não entrar em xeque, o jogo empata, independente das peças de cada jogador.

Roque: O rei anda duas casas para direita
Roque menor:
Antes



Depois:


Roque maior:
Antes:



Depois:


Obs: Quando se faz o roque, nenhuma das duas peças podem estar ameaçadas, e nem após os movimentos elas podem estar ameaçadas.
Ex: caso voce faça o roque, a torre, após o movimento, não pode estar ameaçada senão se torna movimento impossível.
E nem o rei, nem a torre, podem ter sido movidas.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Poesia concreta

Poesia concreta é um tipo de poesia vanguardista, de caráter experimental, basicamente visual, que procura estruturar o texto poético escrito a partir do espaço do seu suporte, sendo ele a página de um livro ou não, buscando a superação do verso como unidade rítmico-formal.

Surgiu na década de 1950 no Brasil e na Suíça, tendo sido primeiramente nomeada, tal qual a conhecemos, por Augusto de Campos na revista Noigandres de número 2, de 1955, publicada por um grupo de poetas homônimo à revista e que produziam uma poesia afins. Também é chamada de (ou confundida com) Poesia visual em algumas partes do mundo.

Ou seja, a poesia concreta busca combinar o texto (as palavras) com o meio onde ela se encontra. A junção desses elementos forma uma imagem que auxilia o entendimento do significado e da mensagem que se pretende passar. Observe as poesias abaixo:


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Poesia sonora


Poesia sonora pode ter várias definições e manifestações. Mas alguns pontos são comuns em qualquer de suas vertentes. Primeiramente, ela é um tipo de poesia oral, mas associado a uma característica especial: ele é essencialmente experimental. Isso significa que a poesia sonora se distancia claramente da poesia declamada.

Diferenciar-se da poesia declamada quer dizer não reproduzir as formas tradicionais de declamação emotiva e lírica, teatral e dramática do texto. Em seu lugar, entram o humor, as técnicas fonéticas, o rumorismo, a utilização de meios tecnológicos. Por conseqüência, a poesia sonora se distancia da idéia de texto: o poema sonoro nunca é um texto lido oralmente, por mais que um texto se pretenda experimental enquanto discurso verbal. A poesia sonora parte da idéia de que a poesia nasce antes do texto e do discurso e não depende dele para existir. Ela se cria com certas conjunções sonoras (sendo a palavra apenas um de seus elementos possíveis) que, organizadas numa certa ordem, exprimem conceitos, sensações e impressões.

Portanto, não se deve confundir poesia sonora com poesia musicada ou musicalização de poemas (sejam estes em forma de verso ou mesmo poemas visuais), porque os sons não entram no poema sonoro com a função que possuem na música: não apresentam problemas de combinação com um texto (porque não há texto), nem de harmonia, nem de desenvolvimento melódico. A vinculação histórica da poesia sonora é com a poesia fonética das vanguardas futuristas e dadaístas do início do século.

Quando vem apresentado ao vivo, o poema sonoro se preenche de outras questões que partem da sua integração a outros meios e linguagens: espaço, gestualidade, vídeo, interação com o público. Porém, todos esses elementos devem participar dirigidos pelo projeto do poema sonoro e a ele se integrar num processo de montagem, de relação intersígnica, intermídia (não de colagem, de multimídia).

Fonte do texto: aqui