segunda-feira, 12 de março de 2012

Entenda mais sobre o xadrez

O Xadrez é constituído 16 peças para cada jogador (8 peões, 1 Rainha, 2 Bispos, 2 Cavalos, 2 Torres e 1 Rei).
Na primeira jogada de cada jogador há uma variedade de 20 movimentos, totalizando 400 inícios diferentes.
Os movimentos iniciais são 1 ou 2 casas para frente com o peão ou os movimentos dos cavalos.
Segue a imagem:




Rainha (Dama): Ela se move verticalmente, horizontalmente e em diagonal, quantas casas possíveis, totalizando 8 direções :



Bispo: Ele se move na diagonal, totalizando 4 direções possíveis :



Cavalo: ele se move em L, podendo mover-se para 8 posições diferentes:




Obs. O cavalo é a única peça que passa por cima de outra peça.
Caso na casa que ele vá parar tenha uma pessoa, ele a come, caso esta seja do inimigo, caso dele próprio torna-se um movimento impossível.

Torre: a torre se move na horizontal e na vertical totalizando, 4 direções diferentes :




Rei: o rei se move apenas uma casa de cada vez, em todas as direções, igual a rainha.



Peão: este só come na diagonal, e fica na casa da peça comida. Ele se move somente para frente e uma casa de cada vez:

Antes:


Depois:


Obs.: quando o peão chega à ultima fileira(fileira das torres) adversária, ele se torna rainha ou qualquer outra peça.

Xeque: É quando o rei (rei branco neste caso) esta ameaçado por alguma peça adversária:


No caso dessa imagem, o rei pode comer o cavalo preto, mas não a torre, pois a torre esta protegida pelo cavalo. Caso o rei coma a torre, ele entra em xeque.

Xeque-Mate:
É quando o rei esta ameaçado, mas não pode se livrar:


Obs. Quando o rei fica impossibilitado de se mover para não entrar em xeque, o jogo empata, independente das peças de cada jogador.

Roque: O rei anda duas casas para direita
Roque menor:
Antes



Depois:


Roque maior:
Antes:



Depois:


Obs: Quando se faz o roque, nenhuma das duas peças podem estar ameaçadas, e nem após os movimentos elas podem estar ameaçadas.
Ex: caso voce faça o roque, a torre, após o movimento, não pode estar ameaçada senão se torna movimento impossível.
E nem o rei, nem a torre, podem ter sido movidas.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Poesia concreta

Poesia concreta é um tipo de poesia vanguardista, de caráter experimental, basicamente visual, que procura estruturar o texto poético escrito a partir do espaço do seu suporte, sendo ele a página de um livro ou não, buscando a superação do verso como unidade rítmico-formal.

Surgiu na década de 1950 no Brasil e na Suíça, tendo sido primeiramente nomeada, tal qual a conhecemos, por Augusto de Campos na revista Noigandres de número 2, de 1955, publicada por um grupo de poetas homônimo à revista e que produziam uma poesia afins. Também é chamada de (ou confundida com) Poesia visual em algumas partes do mundo.

Ou seja, a poesia concreta busca combinar o texto (as palavras) com o meio onde ela se encontra. A junção desses elementos forma uma imagem que auxilia o entendimento do significado e da mensagem que se pretende passar. Observe as poesias abaixo:


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Poesia sonora


Poesia sonora pode ter várias definições e manifestações. Mas alguns pontos são comuns em qualquer de suas vertentes. Primeiramente, ela é um tipo de poesia oral, mas associado a uma característica especial: ele é essencialmente experimental. Isso significa que a poesia sonora se distancia claramente da poesia declamada.

Diferenciar-se da poesia declamada quer dizer não reproduzir as formas tradicionais de declamação emotiva e lírica, teatral e dramática do texto. Em seu lugar, entram o humor, as técnicas fonéticas, o rumorismo, a utilização de meios tecnológicos. Por conseqüência, a poesia sonora se distancia da idéia de texto: o poema sonoro nunca é um texto lido oralmente, por mais que um texto se pretenda experimental enquanto discurso verbal. A poesia sonora parte da idéia de que a poesia nasce antes do texto e do discurso e não depende dele para existir. Ela se cria com certas conjunções sonoras (sendo a palavra apenas um de seus elementos possíveis) que, organizadas numa certa ordem, exprimem conceitos, sensações e impressões.

Portanto, não se deve confundir poesia sonora com poesia musicada ou musicalização de poemas (sejam estes em forma de verso ou mesmo poemas visuais), porque os sons não entram no poema sonoro com a função que possuem na música: não apresentam problemas de combinação com um texto (porque não há texto), nem de harmonia, nem de desenvolvimento melódico. A vinculação histórica da poesia sonora é com a poesia fonética das vanguardas futuristas e dadaístas do início do século.

Quando vem apresentado ao vivo, o poema sonoro se preenche de outras questões que partem da sua integração a outros meios e linguagens: espaço, gestualidade, vídeo, interação com o público. Porém, todos esses elementos devem participar dirigidos pelo projeto do poema sonoro e a ele se integrar num processo de montagem, de relação intersígnica, intermídia (não de colagem, de multimídia).

Fonte do texto: aqui

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Conhecendo mais o texto dramático


Confira abaixo o exemplo de um texto dramático.
Repare a importância das rubricas e a presença predominante da estrutura dialógica.
E claro, não deixe de prestar atenção na história! Divirta-se!


AMÉLIA Senhor conde, o café.
CONDE Já são oito horas? (E recebe a chávena.)
AMÉLIA Há também uma carta. (Dá-lha.)
CONDE (Bebe o café. Depois põe os óculos e começa a ler a carta.) A caligrafia é do Celestino. Vejamos, vejamos.
Gentilíssimo senhor: Ontem à tarde ao sair de sua casa devo ter esquecido na mesa da sala de jantar um certo veneno para os ratos. Não é tanto pelo valor da coisa em si (são poucos escudos), mas porque tenho necessidade dele por motivos que não posso explicar por escrito, e que lhe contarei a viva voz. Ficaria muito agradecido se me mandasse esse veneno por meio da Amélia. É um embrulho de papel amarelo que contém uma quantidade de pó branco. Obrigado e até breve.
Vosso Celestino. (O Conde dobra a carta, ri-se e chama.) Amélia! Amélia! (Toca a campainha.) Amélia! És surda?
AMÉLIA (Entrando) Que pressa! Estava a servir o café nos outros quartos. Eu só tenho duas pernas!
CONDE Cale-se, cale-se, por favor. Veja na sala de jantar sobre a mesa. Deve estar aí um pacote de pó amarelo…
AMÉLIA Ah, sim, açúcar. Já o meti no açucareiro, pois já tinha pouco.
CONDE Qual açúcar? Qual açúcar! Aquilo é veneno, desgraçada! Deite tudo fora!
AMÉLIA (Espantadíssima.) O que eu fiz! O que eu fiz!
CONDE (Preocupado.) Que fizeste tu, por amor de Deus?
AMÉLIA Pus açúcar no café.
CONDE (Mexendo-se na cama.) O quê? No café que me acabas de servir?
AMÉLIA (Mais morta do que viva.) Em todos os cafés. (Desmaia.)
CONDE (Correndo para os outros quartos.) Quietos, todos! Quietos, todos! Não bebam o café.
CONDESSA (Está a beber o café.) Que dizes? Estás louco?
CARLOTA E ALDA Pai, não nos meta medo.
CONDE (Desesperado.) Estamos envenenados! Aquele café… Celestino… Os ratos… Essa ignorante da Amélia…
CONDESSA Mas pode-se saber o que aconteceu?
CONDE Vejam só! O veneno dos ratos no café. Maldito Celestino, Maldita Amélia.
CONDESSA E FILHAS (Chorando.) Bebemo-lo todo.
CONDE Depressa, um médico… um farmacêutico… um cirurgião… (Agarra-se ao telefone.) Socorro! Socorro! Doutor… Envenenados… Depressa!
CONDESSA Já sinto o efeito do veneno. Vou morrer. (Desmaia.)
CARLOTA Sinto os suores da morte… Soluços horrorosos. (Desmaia.)
ALDA Morro. (Desmaia.)
CONDE (Com as mãos na cabeça.) Oh, pobre família! Mulher! Filhas! Uma família inteira envenenada com veneno dos ratos! Sinto calor no estômago. É o fim! Onde estamos! Adeus, minhas criaturas. (Cai numa poltrona.)
MÉDICO (Entrando com os enfermeiros.) Depressa, uma lavagem gástrica a todos. (Todos a fazer gargarejos.)
PORTEIRO (Entrando.) Dão licença? Estava a porta aberta. Uma carta para o senhor conde.
CONDE (Voltando-se para o doutor.) Doutor, por favor, leia-me a carta. Estou sem forças.
MÉDICO (Lê.) Gentilíssimo Senhor: Não se incomode. Não precisa de me mandar o pacote. Aquele burro do homem da drogaria acaba de me telefonar advertindo-me que ontem se enganou. Em vez de veneno para os ratos, deu-me açúcar. Podeis ficar com o pacote, considerando que é um modesto presente que vos faço, em paga dos muitos favores que vos devo. Não precisais de me agradecer. Vosso aperfeiçoadíssimo Celestino.
TODOS (Ainda a gaguejar, e com um fio de voz.) Bendito… maldito Celestino!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

Características do Texto Dramático

O texto dramático é constituído por:

Texto principal --> composto pelas falas dos atores; é a parte do texto que é ouvida pelos espectadores.

Texto secundário --> que se destina ao leitor, ao encenador da peça ou aos atores.
Este é composto:
  • pela listagem inicial das personagens;
  • pela indicação do nome das personagens no início de cada fala;
  • pelas informações sobre a estrutura externa da peça (divisão em atos, cenas ou quadros);
  • pelas indicações sobre o cenário e guarda roupa das personagens;
  • pelas indicações sobre a movimentação das personagens em palco, as atitudes que devem tomar, os gestos que devem fazer ou a entoação de voz com que devem proferir as palavras.

Elemento fundamental para o texto dramático é a ação.
Ação – é marcada pela atuação das personagens que nos dão conta dos acontecimentos vividos.
Estrutura externa – o teatro tradicional e clássico pressupunha divisões em atos, correspondentes à mutação de cenários, e em cenas e quadros, equivalentes à mudança de personagens em cena.
O teatro moderno, narrativo ou épico já admite outros formatos, mais livres em relação às normas tradicionais da estrutura externa.
Estrutura interna:
Exposição – apresentação das personagens e dos antecedentes da ação.
Conflito – conjunto de peripécias que fazem a ação progredir.
Desenlace – desfecho da ação dramática.

Classificação das Personagens:
1 – Quanto à sua concepção:
• Planas ou personagens-tipo – sem densidade psicológica uma vez que não alteram o seu comportamento ao longo da ação. Normalmente, representam um grupo social, profissional ou psicológico.
• Modeladas ou Redondas – com densidade psicológica, que evoluem ao longo da ação e, por isso mesmo, podem surpreender o espectador pelas suas atitudes.

2 – Quanto ao relevo ou papel na obra:
• Protagonista ou personagem principal.
• Personagens secundárias ou figurantes coletivas.

Tipos de caracterização dos personagens:
Direta – a partir dos elementos presentes no texto secundário, da descrição de aspectos físicos e psicológicos, das palavras de outras personagens, das palavras da personagem a propósito de si própria.
Indireta – a partir dos comportamentos, atitudes e gestos que levam o espectador a tirar as suas próprias conclusões sobre as características das personagens.

O espaço da cena dramática:
Espaço – o espaço cénico é caracterizado no texto secundário, no qual surgem indicações sobre pormenores do cenário, efeitos de luz e som. Coexistem normalmente dois tipos de espaço:
  • Espaço representado – constituído pelos cenários onde se desenrola a acção e que equivalem ao espaço físico que se pretende recriar em palco.
  • Espaço aludido – corresponde às referências a outros espaços que não o representado.

O tempo no drama:
Tempo da representação --> duração do conflito em palco.
Tempo da ação ou da história --> o(s) ano(s) ou a época em que se desenrola o conflito dramático.
Tempo da escrita ou da produção da obra --> altura em que o autor concebeu a peça.

O Discurso dramático ou teatral:
Monólogo --> uma personagem, falando consigo mesma, expõe perante o público os seus pensamentos e/ou sentimentos.
Diálogo --> falas entre duas ou mais personagens.
Apartes --> comentários de uma personagem que não são ouvidos pelo seu interlocutor.
Além deste tipo de discurso, o texto dramático pressupõe o recurso à linguagem gestual, à sonoplastia e os efeitos de luz.

Objetivos do texto dramático ou a Intenção do autor podem ser:
o Moralizadora;
o Lúdica ou de evasão;
o Crítica em relação à sociedade do seu tempo;
o Didática.

As Formas do gênero dramático:
o Tragédia
o Comédia
o Drama
o Teatro Épico

Outras características:
Ausência de narrador.
Predomínio do discurso na segunda pessoa (tu/vós).

Editado a partir de texto original localizado aqui.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Góticos ontem e hoje

Segundo o que nos relata a história, gótico é tudo aquilo relativo aos godos, tribo germânica que invadiu o Império Romano durante o século III d.C. A arte e a cultura gótica cresceram durante a Idade Média. A classificação negativa deste período veio com o Renascimento, fase de grandes avanços, que sucedendo a Idade Média, denominou esta como a "Idade das Trevas". Sabe-se que neste período – da Idade Média – o conhecimento humano ficou submetido aos poderes da Igreja, sendo qualquer expressão artística influenciada pela religiosidade cristã da época, fazendo com que todos os aspectos científicos fossem esquecidos. Assim sendo, os renascentistas acabaram marcando o período anterior como pobre, sem grandes avanços culturais e científicos, inclusive no expressionismo gótico, denominando os elementos deste expressionismo como subcultura, denominação que perdura até hoje.

Arte Gótica

Presente em inúmeras igrejas da Europa e da América do Norte, a arquitetura gótica foi uma forte influência, porém, com o renascimento da arte clássica (ou neoclássica), o estilo gótico foi perdendo força sendo chamado de "bárbaro", e subjugado como subcultura. Para seu tempo, o estilo gótico foi arrojado, fazendo as construções com uma arquitetura resistente a ataques e imbuída de beleza.

A literatura gótica foi pouca aproveitada na época original, com poucos escritores. O principal foi Dante Aligheri, famoso por escrever seus textos em latim e italiano, mas já no final do século III d.C. O estilo gótico voltou a força no final do século XVIII, sendo apreciado por poetas, escritores, pintores, entre outros. Neste período, surgiu um novo estilo gótico, mas parecido com o estilo que conhecemos hoje, um estilo que preservava o aspecto sombrio, mas acrescentava altas doses de melancolia, nostalgia e romantismo doentio, criando obras raras de nossa literatura como: Frankstein, Drácula, entre outros. No estilo gótico, temos no Brasil autores com Álvares de Azevedo, que seguia a regra de estilo melancólico e sentimentalismo doentio. Para alguns literários, este estilo é considerado como ultrarromântico, que demonstra o romantismo, mas com exageradas doses de melancolia, solidão.

O Gótigo Contemporâneo

O estilo gótico contemporâneo surgiu em meados dos anos 70 na periferia londrina. Advindo do punk, movimento que prega o anarquismo e a sociedade mais justa e igual, os góticos modernos vieram como uma nova luta. Os punks eram, em sua maioria, jovens que não tinham perspectivas devido ao grande desemprego e o excesso de regras e regulamentos impostos pela sociedade da época.

Ao contrário dos hippies, os punks pregavam o ajuste do Estado para satisfazer aa necessidades sociais básicas. O gótico contemporâneo, como estilo de vida, surgiu nos anos 80, com o movimento dark, contrário às normas impostas pela sociedade e buscando uma nova de expressão, com doses de depressão.

Os punks no Brasil já tiveram grande influência dos neogóticos europeus, formando sua cultura (música, arte e literatura), baseada nesta influência. Normalmente os neogóticos vestem preto, mas não é regra. É regra o sentimento depressivo, o culto ao obscuro e ao sombrio, o sentimentalismo excessivo, e a tolerância ao semelhante. Os neogóticos cultuam inúmeras crenças e religiões sendo as mais comuns: cristianismo, paganismo egípcio, espiritismo, e satanismo.

Os góticos contemporâneos levam uma vida regrada pela melancolia, solidão, e assim são por inúmeros motivos: desilusão com o mundo ou sociedade, indignação com a sociedade, nostalgia dos tempos antigos, depressão, entre outros.


Estilos Góticos Contemporâneos

Atualmente existem dois grandes estilos de góticos: os posers e os góticos reais. No primeiro grupo, os posers, não há a vivência do estilo de vida gótico, normalmente há somente a manutenção da aparência gótica, procurando obter status na sociedade enquanto indivíduo gótico. O segundo grupo, góticos reais, são aqueles que se utilizam deste estilo de vida e seguem as características mais comuns que marcam o movimento gótico, procurando adaptá-las ao seu tempo, modernizando e incorporando a cultura e o estilo gótico aos tempos atuais. Neste estilo de góticos reais estão considerados:

Góticos Clássicos ou Medievais

Góticos que preferem viver na nostalgia da época medieval. Preferem vestir-se com roupas da Idade Média.

Góticos Metal

Também são góticos, vestem-se de preto e preferem música de heavy metal, estilo musical de rock pesado. Usam também coturno e capas. São identificados principalmente por seus cabelos compridos.

Dark

Estilo inicial dos anos 80, usam preto e preferem músicas melancólicas. Carregam na maquiagem e usam, roupas pouco convencionais como o salto plataforma e calças de material sintético. Normalmente são vistos à noite, em grupos.

Cyber Punk

Influenciado pelo estilo "Matrix", o cyberpunk prefere locais amplos, normalmente de dia. Sentem-se realizados com excesso tecnológico, computadores e outros, muitas vezes colocando implantes eletrônicos na pele. Gostam de música eletrônica (techno e industrial) e preferem estar reunidos em baladas raves. Este grupo, apesar de vestir de preto, não cultua muito o lado sombrio e pessimista gótico.

Neogóticos

Pessoas influenciadas pela cultura gótica, que não se manisfestam com roupas ou hábitos, mas são excessivamente solitárias e contrárias ao mundo moderno. Este grupo representa os góticos do novo século, que vivem no mundo urbano e são contrários ao caos que provém dele. Apreciam o heavy metal e gothic metal (metal melancólico), e discutem excessivamente sobre sociedade, filosofia e política. As correntes deste grupo podem estar muito ligadas aos grupos anteriores, mas com doses de sentimentalismo nacionalista exacerbadas e melancolia profunda, além de nostalgia eterna dos tempos antigos.

Cultos e Religião

Os góticos contemporâneos não são um grupo religioso ou cultuam seitas satânicas. Seria um modo de viver, um estilo de vida. Os góticos cultuam diversas religiões passando desde o paganismo até o ocultismo moderno. Os góticos contemporâneos preferem as religiões esquecidas, mas há ainda aqueles que cultuam o cristianismo, por exemplo. As religiões mais cultuadas pelos góticos contemporâneos são: Cristianismo, Cristianismo Gnóstico, Paganismo Egípcio, Espiritismo Cristão, Espiritismo Afro-Cristão, Vampirismo e Satanismo.

Visão sociológica e política

Os góticos contemporâneos tem outra visão de mundo, sendo assim, não concordam com a manipulação das informações por parte dos governos. Como são considerados parte integrante de uma subcultura, costumam ser excluídos dos processos participativos sociais. Esta postura, além de deixar os góticos contemporâneos mais afastados do mundo externo, leva os mesmos a práticas políticas controversas como a anarquia e o nazi-fascismo. Obviamente isto não é regra, mas costuma compor a postura gótica.

Literatura Gótica Contemporânea

Ainda firmada nos aspectos basilares do gótico antigo, a literatura gótica da atualidade apresenta certas doses de indignação à sociedada urbana pós-moderna, nostalgia de tempos antigos e sentimentalismo quase doentio. Usualmente confundida em seu estilo como Realismo ou Realismo Pós-Moderno, a literatura gótica contemporânea pode ser definida como Neogótica, pois, como dito acima, prega o espírito gótico antigo (nostalgia, sentimentalismo doentio, depressão) com aspectos urbanos modernos (criminalidade, corrupção, etc.) Está quase sempre atrelada a fatos políticos ou questões sociais como: honra, heroísmo, esperança, entre outros.

Visões Góticas

O gótico observa o belo por trás do horrendo. Isto seria um contrassenso, mas procede, já que para os góticos o sombrio faz parte de seu cotidiano. O hábito noturno é parte disso, já que a noite desperta o lado criativo nos góticos fazendo com que suas criações usem a noite como temática mais redundante.

Falso aspecto gótico

Os góticos não são pessoas violentas, muito pelo contrário. Seu olhar profundo e sua imaginação, agregadas a inteligência fazem com que este tipo de pessoa se perca do mundo atual. Por tolerar tudo, os góticos contemporâneos não são violentos, pois em sua visão tudo pode ser feito.

Conclusão

Aspecto integrado com a sociedade pós-moderna, os góticos são pessoas cuja esta mesma sociedade marginaliza. Devido este fato, agregado à falta de perspectivas e à desesperança em relação às soluções práticas, os góticos contemporâneos se agarraram aos legados medievais como forma de suprir a falta de honra e heroísmo dos tempos atuais – conforme a visão gótica.

Adaptado de : http://www.flogao.com.br/enorminho/blog/1052722